MAR URBANO LISBOA, um documentário de José Vieira Mendes e Ricardo Gomes, Portugal, 2019, 41’56
O Tejo é o Mar de Lisboa: o rio, a cidade, as pessoas, os peixes, os recursos, o ecossistema e a biodiversidade marinha e um debate para Lisboa Capital Verde 2020.
MAR URBANO LISBOA é um documentário ambiental sobre os recursos de um ecossistema único que é o Estuário do Rio Tejo, e que desenvolve um amplo debate sobre a qualidade das águas, sobre a sua biodiversidade marinha, sobre o futuro da cidade e da área metropolitana que a rodeia. Estreou no Oceanário de Lisboa, a 14 de Setembro de 2019, no âmbito da Conferência ‘O Futuro de Planeta’, organizado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos.
Presença em Festivais Internacionais: 12th INT’L KUALALUMPUR ECO FILM FESTIVAL, Outubro 2019; 64ª SEMINCI-Semana Internacional de Cinema de Valladolid, Cine & Cambio Climático, Outubro de 2019.
Concentrados alemães na Ilha Terceira um documentário de José Vieira Mendes.
No período da I Guerra Mundial, após a declaração de guerra da Alemanha a Portugal, em 9 de março de 1916, mais de mil alemães e austríacos (entre os 16 e os 45 anos) que viviam em Portugal ou as tripulações dos navios atracados nos portos portugueses e das colónias, foram aprisionados. A grande maioria com dupla nacionalidade, portuguesa e alemã, foram enviados para a Ilha Terceira, para o Forte de São João Baptista em Angra do Heroísmo, onde, 10 anos antes, falecera o régulo Gungunhana.
No entanto, apesar de todas as condicionantes da situação, tratou-se de uma experiência muito diferente das dos Campos de Concentração Alemães na II Guerra Mundial. Aos olhos do mundo de hoje, pode até ser considerada uma experiência de grande tolerância e compreensão por parte das instituições políticas e militares portuguesas da 1ª República, bem como da população e sociedade terceirense. Daí que em vez de serem prisioneiros essas pessoas eram chamados de ‘concentrados’.
O objectivo é num documentário de criação dar a conhecer a um público mais vasto, um episódio da história dos Açores e da Ilha Terceira, pouco conhecido e que não está em nenhum manual escolar da História de Portugal. Isto, através de fotografias da
época, do conhecimento de alguns historiadores que abordaram este assunto e dos testemunhos de descendentes desses ‘concentrados’, que ainda hoje vivem na Ilha Terceira e em Portugal.